quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tem que passar


Já nem sei mais o que pensar e na verdade não quero mais pensar. Eu tento ficar longe, mas alguma coisa dentro de mim se quebra quando o vejo (ah, e quão bom é quando ele está por perto). É como se ele conseguisse desarmar todas as minhas defesas, me deixando frágil e completamente ridícula.Ele tem uma forma, uma maneira de me envolver (como eu queria ser indiferente a ele).
Isso está me matando, eu não posso me entregar a esse sentimento esdrúxulo. Como ele pode ter todo esse poder - quem lhe deu permissão pra me render dessa forma?-.
Esse sentimento é indigno, porem inevitável. Existem tantas coisas que impedem disto se tornar real (ele nem faz idéia de tal sentimento e nem poderá saber, não por agora). Minha cabeça dói só de pensar. Não vou pensar.
Irei fechar os olhos e simplesmente esperar que isso passe logo (eu sei que não será fácil, mas irá passar, tem que passar).

domingo, 1 de março de 2009

O Abraço


Ele tem um abraço difícil de descrever. Para alguns são apenas dois braços envoltos do corpo, entretanto, o que sinto são asas que cobrem de proteção, amparam e me fazem pensar que nada pode causar-me dor. E o quão bom é quando sinto seu coração bater contra o meu peito, em um tom forte, nutri meu corpo de alegria. Ele Tem ironia no modo como sorri verdade no olhar e muita calma enquanto fala. Ah, e quando ele me beija, meu corpo fica leve, minha mente fica limpa, meus joelhos ficam fracos e meu coração acelera. Sinto como se pertencesse a ele, de alguma forma ele domina meu juízo e acaricia minha alma.

Igual a ele


O menino com um lápis detrás da orelha, e como é encantador a forma como ele morde a boca enquanto pensa. Já não me concentro mais, já não sei se é fascismo ou nazismo (ou se são os dois) só consigo prestar atenção naquele lápis, nele, na forma como ele pensa olha pra cima e morde os lábios inferiores.
De longe estou eu, observando, fixamente por minutos a fio, só paro quando um celular toca, o professor o procura no meio de tantos outros celulares e o desliga. Ele ri e olha pra trás, tenho que desviar o olhar.
Foi por pouco.
Volto para a segunda guerra, tenho que terminar isso logo.
Não consigo.
Logaritmo de quatro na base x igual a ele. Só penso nele, no lápis, na boca, no olhar -A razão de todos os meus problemas, ou talvez a solução deles.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A ave que vem de longe tão bela



Estou cética quanto ao amor. De alguma forma eu sei que ele existe e move o mundo com toda a sua beleza e graça – mas não pra mim, pelo menos não hoje. Nisso fico tentando imaginar o porquê de ser tão difícil encontrar-lo já que ele está em tudo e em todos, pelo menos é o que tentam transmitir sublinarmente os filmes, novelas e até as músicas – ‘All you need is love’, mas como possuir algo que não conseguimos controlar?-. Isso pode parecer ridículo, mas é (a meu ver) uma coisa a se pensar. Entretanto, será que o amor é algo pra ser possuído, pra ser dividido ou apenas pra ser sentido? Os três (ou talvez nenhum). O amor não é um cálculo matemático que possa ser explicado em poucas palavras, muito mesmo um CD que possa comprado ou emprestado. Você pode encontrá-lo meio ao acaso em qualquer lugar, onde você menos espera. Esse é o problema, a espera na janela. Como podemos saber que é o certo, que ele vira e quando ela virá. Talvez vários possíveis ‘amores da nossa vida’ passem por nós todos os dias e não notamos, porque sempre focamos nossos pensamentos em uma coisa notória, como se em um conto de fadas o amor fosse aparecer e nossas vidas estariam feitas, com direito a final feliz canção e tudo mais que for de direito. Todavia se pararmos pra refletir, nenhum conto de fadas é extraordinário no começo, por isso falamos ‘final feliz’ e não ‘começo feliz’. Concluindo, não podemos deixar que a espera nos faça desistir de um grande amor, apesar de todo esse ceticismo, eu sei, que o meu (amor) está por vir – Tudo que vem fácil vai fácil.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A menina só!


Primeiramente, peço desculpas pela minha completa falta de criatividade. Entretanto, esse bloqueio me serviu de alguma coisa, pois me permitiu postar um texto que a muito queria postar. Esse texto não é de minha autoria e nem sei de quem será - acho um dos textos mais fofos, ever-, todavia gostaria muito de ter-lo escrito. Por isso, ai está ‘A menina só!’ uma pequena história (comum) sobre uma menina e o seu amor.

Era uma vez uma menina
Ela não era a mais bonita, nem a mais interessante, nem a mais inteligente...
Era apenas uma menina, !
Era uma vez um menino...
Ele era o mais bonito, o mais interessante e o mais inteligente de todos os meninos do planeta Terra. Pelo menos pra menina, só!
A menina amava aquele menino mais que tudo na vida e por ele faria qualquer coisa.
Fez-se ouvir,fez-se amiga e de qualquer maneira queria o menino só pra si.
A menina só.
O menino, no entanto, fazia pouco caso daquele amor todo.
Não sabia medir a dor do seu descaso.
Gostava da menina mas gostava de muitas outras meninas mais.
Ela não!
A menina só. Só dele queria amor.
E o tempo foi passando, a menina ainda criança no coração, só aprendeu a amar o seu menino que amou outras dezenas de meninas, tantas e tantas sem nunca ter amado a menina só.
Ela queria só um pouco de amor, a menina queria só um pouco, a menina só.
O amor que ela tinha era grande, dava pros dois e até sobrava.
Só que amar sozinha não tinha graça e a menina aprendeu que amar só, não dava pé.
Ela então resolveu observar e observou outros meninos e gostou!
Gostou só...amor mesmo só o menino pôde ganhar!
O menino da menina ainda é o mais bonito, o mais interessante e o mais inteligente pra menina, só!
Sem amor a menina resolveu ouvir e o menino gostou de falar e a menina ouvia sempre.
E o menino resolveu sorrir e a menina gostou de olhar.
Hoje ele fala, ela ouve. Ele olha, e ela sorri. Ele canta, e ela aplaude.
E caminham sempre juntos, sempre, sempre, sempre.
O amor da menina ficou lá trás, escondido debaixo da cama, no escuro, sem ninguém por perto Tem dias que ele, o amor, fica muito só e visita a menina.
E ela chora de saudade de ver seu amor, assim tão esquecido, mas chora escondida, a menina só! Esconde a saudade e a dor do amor perdido pra que ninguém veja que mesmo olhando, sorrindo e aplaudindo ela é uma menina.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Beijo de marshmallow

E.L.: É. Então você realmente o beijou, ou ‘ficou’ como dizem nessa linguagem chula de pessoas ‘teens’.

Ná: Sim, mas não diria que foi um beijo. Foi apenas um encostar de lábios com um pouco mais de movimento e de forma repetitiva.

E.L.: Como assim Natália? [pufff] Depois de tanto tempo querendo isso. Como você é complicada menina. Pensei que depois que beijasse aqueles lábios (de que falava com tanto fervor) iria se apaixonar e ser ‘feliz pra todos sempre’, – Que lábios admiráveis, devem ter gosto de marshmallow – você sempre dizia.

Ná: Por um momento pensei como tal, entretanto ele não se permitiu ser ‘o beijo de marshmallow’, por isso repito ‘ foi apenas um encostar de lábios com um pouco mais de movimento de forma repetitiva’.

E.L.: Então, foi tão ruim assim? Explique-se, como é esse tal beijo?

Ná: Não, de forma alguma foi ruim, pelo contrario foi formidável. Entretanto,...
Irei explicar de uma forma resumida: Um beijo por si só (a meu ver), já é uma coisa muito forte e vai além de apenas lábios ou línguas, é um encontro de sensações e sentimentos que se une por uma fração de segundo não somente pelo orifício bocal, também tem o envolver de braços como coadjuvante, entre outras coisas. Essa é a forma mais simples e intensa de demonstrar o que você está sentindo no momento em apenas um gesto, um movimento. Isso sim é um beijo de verdade, é aquele que te deixa sem ar. Todavia, é uma pena que esse beijo dure apenas de uma forma momentânea.
Agora meu caro, o ‘BEIJO DE MARSHMALLOW’ é um ato sublime. Vai alem do beijo de verdade, não é só um encontro de lábios, braços ou sentimentos, é um encontro de almas. Faz você perder o chão, a noção de tempo, lugar e espaço. Ele consegue concentrar todos os seus pensamentos em uma coisa só, ou melhor, faz você não pensar em nada, só sentir. Você sente seus pés saírem do chão, sente uma linda sinfonia e o mais importante, sente um arrepio. Um arrepio tão intenso como você nunca ousou imaginar, quanto mais sentir. Em resumo é isso, entendeu?

E.L.: De alguma forma compreendo o que você queira falar, porém porque o beijo dele não foi nem se quer um beijo de verdade, já que foi tão formidável assim?

Ná: Porque ele não se permitiu ser, já disse.

E.L.: E como alguém se permite ser essa coisa tão intensa?

Ná: Quantas perguntas. [snff] Ta irei tentar responder sua pergunta de uma forma simples. Quando alguém se sente confuso, ou de alguma forma encantada por outra pessoa, a vontade imediata (além de querer estar perto) é beijá-la. Correto?

E.L.: Sim, sim. Continue.

Ná: Então, esse alguém faz de tudo pra conseguir esse beijo, como se fosse uma coisa mágica em sua vida, algo que valeria a pena lutar. Entretanto, se o outro não o imagina da mesma forma, ou apenas pensa naquilo como mais um encostar de lábios, um passatempo, a magia se destruirá, pois o sentimento tem que ser recíproco. Agora se tudo o que um sentir o outro sentir de forma igual, tudo se completa de uma forma magnífica, tanto pra um, quanto pra outro. Com isso, se tornando um beijo de marshmallow. Não gosto muito de ser um passatempo para alguns, gosto de ser marcante.

E.L.: Que analogia mais engraçada para beijos. Se você não gosta de ser apenas um passatempo, então todos os seus beijos teriam que ser de verdade, não é?

Ná: Quem dera se pudesse ser simples assim. Sim, eu preferia que todos tivessem sido de verdade, porem nem todo mundo se permitiu ser e têm alguns que nem eu queria que fossem, confesso. Hoje, todos banalizam o beijo de uma forma tão erronia, me dá pena.

E.L.: Ora minha cara, talvez não tenha sido você que não se permitiu ser? De alguma forma, talvez, você nem tenha se dado conta de que poderia ser o beijo de alguém.

Ná: Quase sempre eu me permito ser, quando eu acho que valha a pena. Confesso que talvez tenha errado de certa forma, por medo ou por orgulho.

E.L.: Medo?

Ná: É, o tal do medo. Depois eu te explico esse medo, agora tenho que me ocupar de coisas menos complicadas. Coisas da vida real.



Uma conversa intima entre mim e o meu Eu Lírico.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sunrise

Cansei do pôr-do-sol. Não agüento mais fim de tarde, coisas acabadas, saídas, embarques, despedidas, lamentos, finais, idas, tchau, sentirei sua falta e adeus. Isso tudo me cansa.
Além disso, entristece-me o fato de ter uma saudade abafada, sufocante, daquelas que vem junto com um gosto amargo e uma desmesurada vontade de gritar. Entretanto de nada adiantaria gritar - mesmo que fosse com o fôlego mais intenso-, a distancia tornaria o som e o meu esforço irrelevantes.
Por isso, agora desejo mais o nascer do sol. Quero mais dias novos, começar as coisas, entradas, desembarques, chegadas, sorrisos, começos, vindas, oi, que bom te ver e vim pra ficar. Alegra-me pensar dessa forma, minha respiração fica mais branda e doce ainda que seja por alguns segundos de quimera. (In)felizmente, a vida segue sua trilha em círculos e por trás de um belo nascer do sol, sempre haverá um pôr-do-sol e vice e versa.